Sonhando em Grafite em Wynwood

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Será que foi o cheiro do café sendo torrado no Panther Coffee, que paira eternamente da esquina da NW 2nd Avenue com a rua 24,  ou o ruído absurdo de centenas de motos antigas seqüestrando a noite quente em frente da Wood Tavern ou ainda, a cacofonia de cores, nomes, rótulos, larvas, personagens e pinups grafitados em suas paredes em perfeita dissonância? Qualquer que seja a porta de entrada, Wynwood tomou de assalto os meus sonhos na noite passada.

Depois de dois dias de trabalho mostrando as propriedades comerciais em Miami para uma empresária brasileira, impressões e imagens foram registradas com spray na minha mente. Não que este cérebro seja muro branco facilmente pichável:  viajo de lobby de luxo em Miami Beach a vistas deslumbrantes em Downtown Miami, de casas históricas a obras arquitetônicas modernas. No entanto, esta foi a primeira vez que trabalho assaltou os meus sonhos.

Eu sonhei em grafite e corri como louca nas ruas de Wynwood. Cresci com as paredes marcadas nas ruas de São Paulo, no entanto, Wynwood é pra la de Bagdá! — um Soho  de Jean Michel Basquiat derretendo sob o sol tropical da Flórida.

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O chamado “Distrito das Artes” em Miami  é a tradução concreta de uma outra Miami – a Miami inspirada da jovem vanguarda artística, rebelde, irreverente e cheia de um talento explosivo e, efêmero. O grupo de edifícios industriais, antes abandonados, agora abriga galerias, estúdios, lojas e alguns restaurantes.

Apesar da formação pseudo organizada pelo falecido — e muito querido — empresário Tony Goldman (conhecido por ser um dos visionários urbanos responsáveis  por Soho em Nova York e a South Beach de Miami), um dos primeiros a acreditar no que era uma esquálida área industrial de Miami localizada entre uma auto estrada e uma estrada de ferro, Wynwood está ditando suas próprias regras e crescendo rapidamente com imóveis mudando de mãos furiosamente.

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Corretores de imóveis locais batem nas portas e apresentam contratos de venda para proprietários antigos que nunca imaginaram que os terrenos comprados por quantias lúdicas agora possam valer milhões. Os imóveis cobiçados são variados: pequenas casas de madeira e galpões, estacionamentos, ruínas de armazéns do pós-guerra, galerias de arte ou um raro prédio renovado com  vitrine . Se tiver uma parede, contara com grafite  e, cuidado, as imagens irão perseguir o seu sono.

[GET LOST ON THE TRANSLATION AT YOUR OWN RISK]   Dreaming in Graffiti

Maybe it was the smell of organic coffee beans travelling on NW 2nd Avenue in broad daylight coming from the steel roaster at Panther Coffee or the absurd roaring of hundreds of vintage bikes hijacking the night in front of Wood Tavern or the cacophony of colors names, labels, pin-ups and larvae graffiti living on its walls in perfect dissonance. Whatever it was, Wynwood took my dreams by storm last night.

After two days of work showing commercial properties in Miami to a Brazilian entrepreneur, impressions and images were spray-painted on my mind. Not that this brain is easily tagged: it goes from Miami Beach luxurious lobbies to breathtaking Downtown views, from historic homes to modern architectural masterpieces. However, this was the first time that work literally took over my dreams.

I dreamed in grafitti and ran crazy on those streets.

I grew up around tagged walls in the streets of Sao Paulo, however, Wynwood is mind blowing: the old Soho of Jean Michel Basquiat’s melted under the South Florida tropical sun.

The so-called Miami “Arts District” is the concrete translation of another Miami – the hang out of an inspiring and young artistic avant-garde, rebellious, irreverent and full of an explosive ephemeral talent. The group of industrial buildings, abandoned before, now is home for  galleries, studios, shops and some restaurants.

Despite the pseudo urban formation dreamed by the late entrepreneur Tony Goldman – one of the urban visionaries behind New York’s Soho and Miami Beach South Beach – Wynwood is dictating its own rules and speedy growth as properties change hands furiously.

Local real estate brokers knock on doors and present purchase contracts for older homeowners whom find themselves sitting on properties that were purchased for dirty cheap and are now worth millions.  The coveted real estate is a mash up: little wooden houses and sheds, parking lots, ruins of postwar warehouses, art galleries or an occasional renovated building with glass frontage. If there are walls on the structure, you are sure to find good graffiti and, beware, the images will come to chase your sleep.

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