Books & Books: Miami não é burra!

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Tardes de sábado sem praia. Cheiro de café forte. O espanhol sussurado  ao lado por alguém lendo uma estrofe  de Neruda.  Sente-se ao fresco ou aconchegue-se com os seus pequenos na sessão infantil. Passe o pátio, vire a direita e encontre títulos de fotografia, historia e assuntos mil. O universo da Books & Books, livraria independente nativa de Miami, é eclético. Segundo David Barry, colunista e escritor, a livraria “é a melhor dos EUA.” Concordo. A seleção a venda é vagamente indiscreta, tem personalidade e foge das politicagens que as mega-lojas estocam para competir com as compras de internet. Quem assume que Miami é burra nunca visitou a Books & Books, usufluiu de um calendário repleto de atividades culturais ou parou para cumprimentar Mitchell Kaplan, o empresário que desde de 1982 aposta que Miami, cidade bronzeada, também gosta de ler.

Books and Books: Miami is not stupid!

Saturday afternoon: skip the beach. The smell of strong coffee impregnates the air. There is the whisper in Spanish of someone reading a stanza from Neruda. Some sit al fresco and others get cozy with little ones in the children’s section. Go through the patio, turn slightly right and find titles about photography, history and a thousand subjects. This is the universe of Books and Books, the independently owned and operated Miami bookstore.  According to David Barry, columnist and writer, the store “is the best in the USA.” I agree. The adult selection is slightly prying, it has personality and turns its back at the marketing gimmick that the mega stores must endure in order to compete with the Internet. If you assume that Miami is stupid you have never visited Books and Books, enjoyed its calendar —  which is packed with cultural activities — or stopped to shake the hand of Mitchell Kaplan: the entrepreneur who since 1982 has invested in the Idea that the Miami works on its tan but it also likes to read.

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Venetian Pool em Coral Gables

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O glamour de Miami é antigo. Centro da elegância no final dos anos 20, a Venetian Pool, em Coral Gables,  é uma jóia arquitetônica desenhada pelo arquiteto Phineas Paist. O projeto foi parte da urbanização comedida do visionário George Merrick. A piscina, hoje publica,  é um labirinto de pórticos, fontes, torres e cachoeiras que dispensam 820 milhoes de  galões de água oriundas de fontes artesanais subterrâneas.  Já foi pedreira aberta, e nos dias em que era cassino, gôndolas  cruzavam suas águas frescas transportando estrelas de Hollywood e dignitários visitando a Flórida. Passou por uma renovação histórica nos 80 que custou $ 3.5 milhoes. Porém, quem a visita hoje, nota que as rugas de sua história estão bem visíveis: suas paredes de estuque, uma argamassa feita com pó de mármore, cal fina, gesso e areia, são da  cor de seda desbotada de onde tufos de samambaia, teimosamente brotam, obstinados a serem parte do paisagismo natural e histórico.

Miami glamour is an old concept. The Venetian Pool, in Coral Gables, was the center of elegance at the end of the 1920’s. This architectural jewel was designed by Phineas Paist. The project was part of the calculated urbanization envisioned by George Merrick. The pool, today a sleepy local swim hole, is a labyrinth of porticos, fountains, towers and waterfalls where 820 million gallons of fresh water  from an underground basin circulate freely. It was an open stone quarry originally. In its prime, it became an aquatic casino with a venetian theme complete with gondolas that transported Hollywood stars and dignitaries visiting Florida. The pool went through a massive $3.5 million renovation in the 80s. However, today,  visitors notice that the wrinkles of its history are still visible: stucco walls — painted in a peach color that resembles faded silk –are a live vertical garden where colonies of different ferns grow. They are  indifferent  to time and resolute to become part of historical landscaping.